18 de setembro de 2008

Deusa Maeve - Responsabilidade


Os Deuses, de qualquer mitologia ou conto, fazem parte da estrutura da psique humana, pois sua simbologia é de natureza universal. Eles possuem o conhecimento e a sabedoria de toda a humanidade, por isso Carl G. Jung denominou-os de Imagens Primordiais ou Arquétipos. Todos nós possuímos um templo repleto de Deuses e Deusas dentro de si.

Ao ler o livro "O Oráculo da Deusa" da autora Amy Sophia Marashinsky, me deparei com uma Deusa que relacionei com o tópico que escrevi anteriormente: "Exerça seu poder pessoal". Pareceu-me interessante escrever ao seu respeito, para inspirarmos-nos!

A Deusa em questão é Maeve - a Rainha, cujo nome significa "intoxicante". Ela está associada à Irlanda e representa a soberania do país e seu centro mágico, Tara. Ela podia correr mais do que os cavalos, conversar com os pássaros e levar os homens ao ardor do desejo com um mero olhar.

Ela simboliza a tomada de responsabilidade pela sua vida, o de ser a “Rainha de seu domínio”. É preciso tornar-se consciente, e depois responsável por tudo o que se faz, por tudo o que se é e por tudo aquilo em que se acredita.

Maeve indica que o caminho para a totalidade, assumir a responsabilidade pela sua vida, seja como for, pois é o único jeito de criar algo diferente para si.

No livro, há sempre uma sugestão de ritual para que você possa trazer, à superfície da consciência, aspectos da Deusa que almeja-se alcançar.Para conscientizar a responsabilidade, o ritual sugerido é a Dança da Posse, descrito abaixo:

"Reserve um horário em que possa sentir-se seguro no seu ambiente, que não seja interrompido e que possa fazer barulho. Acenda uma vela ou queime um incenso caso achar interessante para o processo.

Em primeiro lugar, faça uma lista usando uma folha de papel para cada área de sua vida: emprego, relacionamentos (amigos, amantes, parentes, entre outros) e etc. Tudo quanto você quer fazer desta vez depende de você. Perto de cada palavra que escreveu, anote o que está sentindo sobre isso.

Junte as folhas e vá para um local bem espaçoso. Escolha uma música que o faça dançar do jeito que você gosta ou use um chocalho ou tambor. Trace um círculo no centro desse espaço, andando, desenhando-o no chão, ou então dispondo objetos em círculo.

Quando estiver pronto, comece a música. Dê a si mesmo permissão para brincar, para realmente aproveitar e ter um momento agradável. Por enquanto, fique fora do círculo. Pegue a primeira folha e diga em voz alta as palavras escritas nela. Em seguida, diga: “ Isso é meu”, tantas vezes quanto precisar para sentir que tomou posse disso. Você pode acompanhar as palavras batendo os pés no chão, pulando ou fazendo qualquer movimento que lhe pareça adequado. Quando terminar, coloque a folha no centro do círculo e passe à folha seguinte. Faça o mesmo com essa folha e depois coloque-a no círculo junto com a primeira. Quando tiver feito isso com todas as folhas de papel, dance ou pule para dentro do círculo e pegue todas elas. Seja parado, movendo-se ou dançando, diga: “ Tudo isso é meu”, quantas vezes for preciso. Inspire profundamente.

Quando sentir que está pronto, saia do círculo e apague a vela. Agradeça a si mesmo, agradeça Maeve, agradeça à sua vida. Remova ou desfaça o círculo. Deixe-se sentir a totalidade e o poder da responsabilidade alimentada.” (pgs. 126 e 127)

Webtite: www.geocities.com/arte.psico
e-mail: ritacpsartori@yahoo.com.br


Sugestões


De Livros
O Oráculo da Deusa - Amy Sophia Marashinsky – Ed. Pensamento
O Poder do Mito – Joseph Campbell – Ed. Palas Athena

Um comentário:

Viviane: poetisa, professora, pesquisadora, atriz, pianista... disse...

Querida Rita,

Parabéns por seu blog. Texto muito interessante e motivnte. Acredito que as lições da mitologia irlandesas são eternas e atemporais. Colocarei em prática tal ritual! Agora, após uma fase obscura, consegui dizer, "não" para o ruim e "sim" para o bom. Estou orgulhosa comigo mesmo, e você, amiga, é responsável por isso. Sempre me lembrava de suas palavras nos dias difíceis de incerteza.

Continue sendo essa luz, que ninguém A apague por nada!!!

Obrigada, Rita. Não pare de escrever em seu blog.